Os trabalhadores da Soflusa encontram-se em greve, desde o passado dia 26 de Junho e “por tempo indeterminado”, segundo afirma Albano Rita, presidente do Sindicato dos Transportes Fluviais.
Em declarações ao Jornal do Barreiro, Albano Rita explica que, na base desta greve, que decorre das 12h30 às 13h30 e das 19h45 às 20h45, está “uma falha de compromisso por parte da empresa”.
Após a saída de um funcionário que garantia o serviço nos horários das refeições dos restantes trabalhadores das mesas de controlo, a empresa terá colocado um segurança a cumprir estas funções. O presidente do Sindicato dos Fluviais discorda desta decisão alegando que “um segurança não faz parte dos trabalhadores da empresa” e, como tal, “não pode desempenhar estas funções”.
“As bilheteiras não tinham horas específicas para tomar a refeição e agora ainda se acrescenta mais esta questão de sair do seu posto de trabalho para ir dar a refeição ao colega, com a agravante de que estão sempre pessoas para serem atendidas nas bilheteiras”, acrescenta Albano Rita.
O presidente do Sindicato dos Fluviais diz ainda que a empresa “está a falhar com um compromisso” que estabeleceu com os trabalhadores no qual ficou acordado que “os funcionários das bilheteiras já existentes na empresa não seriam considerados polivalentes” e que “apenas os que chegassem de novo desempenhariam esta função”.
Albano Rita garante que “ainda não houve qualquer reacção por parte da empresa” e que, até lá, a greve irá ser mantida.
“Foi feito um último contacto por mim, nos últimos dias antes da greve, para ver se havia possibilidade de a evitar porque sabemos que isto prejudica a todos, mas a empresa ‘pôs a cabeça debaixo da areia’ e nós avançámos porque estamos com a razão”, comenta ainda Albano Rita.


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