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Sociedade

2010-07-12, Jornal do Barreiro
Fundo Documental vai ser Tratado e Inventariado

A Junta de Freguesia do Alto do Seixalinho e a Câmara Municipal do Barreiro (CMB) realizaram, no passado dia 1 de Julho, um protocolo relativo ao Tratamento e Inventariação do fundo documental da referida Junta pelo Arquivo Municipal da autarquia. O documento foi assinado pelos presidentes da CMB, Carlos Humberto, e da Junta de Freguesia do Alto do Seixalinho, José Antunes, tendo em vista uma cooperação que serve de estratégia à gestão do município barreirense, segundo os autarcas.

Conforme expresso no documento, o Gabinete do Arquivo Municipal e Gestão Documental da CMB é responsável pelo tratamento e inventariação do conjunto documental do arquivo da Junta. Para além da “organização arquivística” da referida informação, o trabalho inclui também “a elaboração de um Auto de Eliminação, com a listagem da documentação que, de acordo com a Lei, pode ser eliminada”.
 

Entendidas por Carlos Humberto como sendo “um contributo para o desenvolvimento do Barreiro”, as questões do património assumirão, segundo o edil, “uma importância crescente no concelho, dentro de alguns anos”. Em causa estão as suas vertentes “histórica, cultural, lúdica e também económica” que se juntam ao património ‘não material’, de que o autarca dá o exemplo das “histórias contadas”.
 

“Temos feito esse esforço e todo este trabalho, de que este acto é um pequeníssimo exemplo, faz parte de uma estratégia global, mais ampla e sustentada, pois queremos reforçar uma relação de parceria natural, ao envolver todos os órgãos autárquicos”, frisou Carlos Humberto, como explicação de uma “forma de trabalho e de gestão da cidade”.


Presente na assinatura do protocolo, o vereador responsável pela área da Administração Geral e Patrimonial, Carlos Moreira, agradeceu aos serviços da CMB e ao Arquivo Municipal “o excelente trabalho feito com o tratamento da informação”, de que são exemplos os fundos documentais das Juntas de Freguesia de Palhais, Santo António da Charneca e Verderena. Segundo o autarca salientou, o investimento no tratamento da documentação permite garantir que esta “não seja perdida” mas, de igual modo, que sirva para “base histórica das gerações vindouras”.
 

Apontada por Carlos Moreira foi ainda a disponibilidade da CMB para, no futuro, poder dar tratamento ao fundo documental de escolas ou de outras instituições. Segundo referiu, na base desta decisão está a “importância do Arquivo para a comunidade” e para fomentar o “interesse” desta “pela vida do concelho”.
 

O presidente da Junta do Alto do Seixalinho não deixou, igualmente, de admitir que o protocolo celebrado surge na continuidade de um trabalho de cooperação entre a entidade que representa e a Câmara Municipal. “Este é um trabalho diário, tão natural como comer ou beber água, que dura, neste caso, há cerca de nove anos e que se tem acentuado no último mandato”, disse José Antunes, garantindo a disponibilidade da Junta de Freguesia para “uma gestão participada e viva pelos barreirenses”.

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