O dia 1 de Julho foi marcado em todo o país por diversas acções de contestação da parte do Partido Comunista Português (PCP). No Barreiro, pela manhã, teve lugar uma arruada com divulgação de informação à população, entre o Mercado 1º de Maio e o Forum Barreiro, dois pontos de comércio que reflectem a progressiva “perda de compra do cidadão barreirense”, segundo o presidente da Comissão Política Concelhia (CPC) do PCP Barreiro, Fernando Morais.
No dia em que os portugueses foram alvo do aumento do IVA, os militantes do PCP Barreiro saíram às ruas para contestar, “de forma intensa”, aquelas que consideram ser algumas das “medidas de austeridade” impostas pelo Governo. O congelamento dos salários e reformas até 2013, o aumento da carga fiscal e do IVA, a não comparticipação de medicamentos e o aumento das taxas moderadoras são alguns exemplos que, segundo o PCP, vão prejudicar “as camadas mais débeis” da sociedade portuguesa, tais como os reformados e pensionistas.
Na opinião de Fernando Morais, estas medidas associadas à posição do Governo de “manter intactos os benefícios para a Banca” são os claros motivos que devem alertar a população para a luta. “Pensamos que estas questões têm que ser votadas e, por isso, queremos apelar à participação das pessoas para que não se acomodem com esta fatalidade e venham para a rua contestar e combater as medidas do Governo”, salientou Fernando Morais, sobretudo face ao Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) e ao aumento do IVA.
Como consequências desta conjuntura, o líder da concelhia comunista aponta a óbvia “perda do poder de compra” dos cidadãos. “As pessoas que já têm dificuldades em comprar menos, mais dificuldades vão passar”, comenta Fernando Morais, explicando que “um dos grandes problemas no país não é haver falta de produtos”. “Há é falta de capacidade de comprar, o que resulta em encerrarem cada vez mais estabelecimentos que não vendem e haver mais gente no desemprego e tudo isto é um mau contributo para a economia do país”, disse o líder do PCP Barreiro, alegando que o concelho barreirense é “um fiel exemplo” das dificuldades enumeradas.


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